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O objetivo da amostragem é obter porção representativa do lote de grãos, com o intuito de indicar sua natureza, qualidade e tipo. Essa amostra deverá ter características similares, em todos os aspectos, às médias do lote do qual foi retirada, pois a quantidade de grãos a ser analisada é, em geral, muito pequena em relação ao tamanho do lote que se supõe representar.
Para a classificação e determinação de um lote de grãos, levam-se em consideração o teor de umidade, impurezas e matérias estranhas, grãos trincados, quebrados e atacados por insetos. A coleta de amostras é feita tanto no recebimento do produto quanto durante as etapas de pré-processamento e armazenagem.
Na recepção, antes da pesagem da carga que está sendo recebida, faz-se a pré-amostragem, visando determinar a qualidade e o teor de umidade do produto, pelo que se decide sobre seu destino, ou seja, se necessita de limpeza e secagem ou de armazenamento imediato.
O recomendado, porém, é se dispor de um aparelho homogeneizador de amostras, que faz esse serviço com qualidade. Ele tem um local de abastecimento no topo e o seu corpo é composto por cones de divisão com uma série de canais que se interconectam e terminam em dois ou mais lotes com massas uniformes, qualquer uma delas representativa da amostra original.
Em resumo, antes da descarga de um produto, é feita a amostragem, para determinar o teor de umidade e de impurezas, a classificação do produto e, no caso do trigo, a determinação do peso hectolítrico. Durante o armazenamento, a amostragem é feita para verificar a ocorrência de insetos, roedores, deterioração e o teor de umidade do produto, além da sua classificação.
Peso Hectolítrico
É a massa (peso) de 100 litros (hectolitro) de grãos. Na prática é conhecido como PH (não confundir com pH - índice de acidez). O PH pode ser correlacionado com o peso específico, que é a massa de 1.000 litros de grãos. Assim, um lote de grãos com PH = 75 kg/100 l, tem um peso específico de 750 kg/1000 l = 750 kg/m³. O peso hectolítrico tem várias aplicações práticas: para comercialização de certos produtos, como o trigo, sendo que o preço mínimo deste é fixado para um PH = 78, com 13% de umidade. Se o PH for maior, haverá acréscimo (ágio) no preço; se menor, haverá deságio.
Amostragem de Cargas a Granel
As amostras devem ser colhidas usando-se caladores do tipo duplo, sonda ou pneumático. É necessário que a amostra seja coletada ao acaso, em lugares diferentes do de carga, de acordo com a especificação detalhada abaixo.
As amostras devem ser coletadas em diferentes profundidades. Os grãos localizados na parte superior do caminhão ou vagão podem ter sofrido influência de ventos, chuva ou sol. Além disso, durante o transporte do produto, as impurezas mais pesadas tendem a acomodar-se no fundo do caminhão e as mais leves, na parte superior. Esse fenômeno denomina-se "segregação", e os fatores nela envolvidos são o tamanho, a forma e a densidade da impureza.
Amostragem de Cargas em Sacarias
Número de sacos a amostrar: quando o lote é constituído de menos de 10 sacos, todos eles devem ser amostrados; quando constituído de 10 a 100 sacos, devem ser coletadas amostras de, no mínimo, 10 sacos. Para um número "N" de sacos do lote, está indicado, no quadro simplificado a seguir, o número de sacos ("a") a serem amostrados.
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N |
a |
N |
a |
N |
a |
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362 - 400 |
20 |
2402 - 2500 |
50 |
6242 - 6400 |
80 |
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842 - 900 |
30 |
3482 - 3600 |
60 |
7922 - 8100 |
90 |
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1522 - 1600 |
40 |
4762 - 4900 |
70 |
9802 - 10000 |
100 |
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* Se o lote for formado
por mais de 10.000 sacos, "a" será a raiz
quadrada de "N", arredondando, se for o caso, para
o número inteiro superior |
As amostras devem ser retiradas de todas as faces da pilha, desde embaixo até em cima. A coleta da amostra deve ser feita utilizando-se um calador simples, introduzindo-o na diagonal, aproximadamente na região central superior do saco, procurando chegar o mais fundo possível.
Amostragem de Cargas em Correias Transportadoras
No caso de transportadores por correia e gravidade, a amostra deve ser retirada em períodos determinados, de acordo com o fluxo de grãos, usando-se caneca ou equipamentos mecânicos. Em parafusos sem-fim, tem-se um alçapão na parte inferior da tubulação que se abre em intervalos regulares para a coleta da amostra com caneca. Pode-se, também, coletar amostras na extremidade do transportador, na saída dos grãos. No elevador de caneca, as amostras são coletadas na saída da moega alimentadora dos canecos, ou na saída superior do elevador. Neste caso, em períodos determinados, retira-se uma amostra com a caneca.
Análise Laboratorial
É a análise dos produtos e das matérias-primas de origem vegetal, dos seus subprodutos e resíduos de valor econômico destinados ao mercado interno.
Classificação
É o ato de determinar as qualidades intrínsecas e extrínsecas de um produto, com base em padrões oficiais, conforme Lei nº 9.972 de 25 de maio de 2000, sendo uma atribuição dada pelo Poder Executivo a órgãos oficiais. Após a classificação de um produto, é elaborado um documento denominado LAUDO DE CLASSIFICAÇÃO, no qual constam todos os elementos indispensáveis à identificação do lote, como: firma interessada, natureza do produto, local de armazenamento, peso líquido e bruto, peso da amostra, zona de produção e o enquadramento nos padrões oficiais vigentes - grupo, classe e tipo.
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