Refere-se de um modo geral, a toda operação em que se submete a mercadoria à circulação de ar. Pode ser definida como a prática de se ventilar os grãos com fluxo de ar cientificamente dimensionado, para promover a redução e a uniformização da temperatura na massa de grãos armazenados visando à boa conservação, pela redução das atividades metabólicas dos próprios grãos e dos organismos associados.

A operação é realizada quando a temperatura externa encontra-se 5 a 8º graus mais baixa que a temperatura dos grãos e com umidade relativa até 65%.
 

Num silos e ou armazém, os grãos são os principais componentes de um ecossistema dinâmico, em constante transformação, cujas as interações químicas, físicas e biológicas promovem alterações quantitativas e qualitativas, gerando deteriorações e outras perdas.
 

Além da aeração, outra forma de promover a ventilação dos grãos é a transilagem, ou seja, transferência total, sendo todos os grãos de um silo removidos para outro, ou de uma célula para outra, no caso de armazém graneleiros septados (transferência entre septos).
 

Na aeração, o ar passa, forçadamente, pela massa de grãos, com auxilio de ventilador ou exaustor, dependendo do sistema, enquanto na transilagem são os grãos que passam pela massa de ar, com auxilio do elevador.
 

Circulação Forçada
Na circulação forçada, que ocorre na aeração, o ar, nas condições ambientais, ou parcialmente modificadas, é insuflado ou aspirado por ventilador ou exaustor, que distribui convenientemente através de massa de grãos. A eficiência da aeração depende em grande parte da homogeneidade da distribuição do ar.
 

A aeração por insuflação e aspiração ou sucção podem apresentar eficiências equivalentes, desde que sejam corretamente dimensionadas. Exemplo clássico é o subdimensionamento do ventilador: na insuflação provoca condensação na parte interna da cobertura do silo e, na sucção, o “embuchamento” do ventilador por partículas menores certamente arrastadas.


Tipos de Aeração
 

Aeração Provisória
É utilizada em grãos recém-colhidos que cheguem úmidos (com umidade superior à recomendada para uma boa conservação) na Unidade de Armazenamento. Neste caso, a aeração é utilizada como meio de conservação temporária enquanto os grãos aguardam a secagem, para controlar não apenas danos imediatos, como danos latentes, que se manifestam durante o armazenamento, como incidência de defeitos nos grãos.

Aeração Corretiva
Normalmente utilizada em duas situações: 1) em grãos armazenados que, por alguma razão, adquiriram adores estranhos. Com a aeração é possível ser corrigidos esse defeito; 2) quando, por interesse de conservação, os grãos forem armazenados com umidade menor do que a de comercialização. Pouco antes da expedição, a aeração, realizada com ar em umidade acima do equilíbrio higroscópico, serve para corrigir essa diferença, sem afetar a qualidade do produto.

Aeração Secante
Manter os grãos em temperatura baixa enquanto secam lentamente no próprio silo. Diferentemente da aeração de manutenção de grãos armazenados secos, ao invés do uso de silo-aerador, com dutos de aeração ou canais, cobertos por chapa perfurada, na aeração secante é recomendável o uso de silo secador, com fundo falso perfurado.

Aeração de Resfriamento ou Manutenção
Para conservação de grãos armazenados secos e limpos, a aeração é aplicada para corrigir um início de aquecimento ou para promover seu arrefecimento, em etapas progressivas ou ciclo único, cada vez que a temperatura exterior o permitir. Reduzir a temperatura dos grãos é tão importante quanto promover sua uniformização para evitar a formação de correntes e reduzir seus efeitos.
 

 
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