A secagem, seja por qualquer sistema, baseia-se na propriedade pela qual o aumento da temperatura do ar diminui a sua umidade e o torna capaz de absorver a umidade disponível em outros corpos. O teor de umidade dos grãos, então acompanhará a diminuição de umidade do ar quando os submetemos a uma corrente de ar quente, tendendo ao (equilíbrio higroscópico).
 

 

Modalidades de Secagem

A secagem de produtos agrícolas podem ser realizada de duas forma: Natural e Artificial.
 
Secagem natural
São métodos aplicados pela incidência da radiação solar tem-se a redução do teor de umidade dos produtos. No Brasil esta modalidade tem sido utilizada na secagem de: milho e feijão por pequenos agricultores, café em terreiros e cacau em barcaças. A grande desvantagem dessa modalidade está na dependência das condições climáticas.

Secagem artificial:
Consiste no emprego de artifícios para aumentar a velocidade do processo de secagem, sendo estes disponibilizados em equipamentos denominados secadores. A nível comercial, os secadores podem apresentar sob diferentes configurações, contendo por acessórios: sistema de aquecimento do ar - fornalhas a gás ou a lenha, sistema de movimentação do ar - ventiladores e sistema de movimentação dos grãos - elevadores de caçambas, transportadores helicoidais e fitas transportadoras, a secagem pode ser executada em baixa temperatura e, ou, em altas temperaturas.

 

Sistema de Secagem

Os secadores utilizados nas unidades armazenadoras podem ser classificados quanto ao regime de operação como: Contínuos ou Intermitentes.

Contínuos
O produto entra úmido no secador e sai seco e relativamente frio, passando apenas uma vez pelo secador. Estes secadores do tipo cascata, apenas conseguem operar em contínuo quando a umidade de entrada do produto não ultrapassa a 18% (BU).

Intermitentes
Para teores de umidades de entradas excedentes à 18%, consegue-se a secagem por operação em intermitente, para a qual, é necessário que o produto passe por diversas vezes pelo secador antes de completar a secagem. 

 

Estimativa do tempo de secagem

Não é possível calcular, com exatidão, o tempo de secagem, devido a muitas variáveis que envolvem o processo. Os elementos variáveis incluem: variações da umidade relativa a temperatura do ar ambiente, a umidade do ar secante que sai do secador, após sua passagem pela massa de grãos, grau de limpeza dos grãos, intensidade do fluxo do ar secante, etc. Se não houver variações daqueles fatores e o ar secante, ao sair do secador, se apresentasse sempre saturado, o problema seria mais simples. E suficiente dizer que; a secagem dos grãos não é uma ciência exata e, assim, exige uma constante vigilância do processo. 

 

Perda de peso na secagem

Na secagem dos grãos ocorre uma perda de peso, que é o resultado da evaporação de parte de água existente no produto.E importante considerar o seguinte: Quando é reduzido certa percentagem de umidade, o peso dos grãos não diminui na mesma proporção porque a quantidade da matéria seca não é afetada. No exemplo apresentado, quando reduzimos a umidade dos grãos, em 10% (25-15%), a percentagem de perda de peso é 11,8%.
A percentagem de água a ser removida poderá ser facilmente calculada pela fórmula seguinte:


% de perda de peso=


Hi = teor de umidade inicial
Hf = teor de umidade final 

 
Tópicos Relacionados
[•] Processo de Secagem
[•] Tipos de Secadores
 
Veja também
[+] Processo de Conservação dos Grãos